Exame de sangue identifica pacientes com alto risco de insuficiência cardíaca

Um exame de sangue capaz de identificar pacientes com alto risco de insuficiência cardíaca acaba de chegar ao...

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Um exame de sangue capaz de identificar pacientes com alto risco de insuficiência cardíaca acaba de chegar ao Sérgio Franco. A novidade é possível graças à dosagem de uma proteína chamada Galectina-3, biomarcador responsável por danificar o coração e detectável em altos níveis quando há risco da doença.

“Este exame define casos mais graves antes que os sinais da insuficiência cardíaca se manifestem” revela a Dra. Monica Freire, Diretora Médica do Sérgio Franco/CDPI. Segundo ela, na última década, a utilização de biomarcadores surgiu como uma importante ferramenta no diagnóstico precoce e na distinção de pacientes com esta doença, além de outras condições clínicas. “Os biomarcadores fornecem dados prognósticos muito úteis e podem ajudar a guiar a terapia tanto no acometimento agudo quanto crônico”, diz a Dra. Monica Freire, Diretora Médica do Sérgio Franco/CDPI.

A Galectina-3 é uma proteína que está diretamente envolvida com os processos de adesão e ativação celular, quimio-atração; crescimento celular, diferenciação e morte celular programada. “Devido a esta ampla funcionalidade biológica, a dosagem de Galectina-3 foi relacionada a outras doenças, como alguns tipos de câncer, inflamações e fibrose cardíaca”, afirma a médica.

Entre as vantagens propiciadas pelo exame, está a predição de risco para insuficiência cardíaca na avaliação ambulatorial, identificação de pacientes com grandes riscos de complicações, hospitalizações e mortalidade e também de pacientes que se beneficiam de abordagem terapêutica mais agressiva. Em pacientes internados por descompensação da insuficiência cardíaca, o exame também aponta a gravidade e possibilita um planejamento terapêutico individualizado.

“Hoje em dia, caminhamos para a medicina personalizada e este exame representa um grande avanço para a Medicina Diagnóstica”, destaca a Dra. Monica.

Inversão térmica aumenta a incidência de doenças respiratórias

Quando começa primeiro espirro, a dúvida aparece: é gripe ou resfriado?

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As oscilações de temperaturas não são fáceis para as pessoas com propensão a doenças respiratórias. As variações bruscas de clima e temperatura em um único dia, com termômetros oscilando entre 19ºC e 30ºC, com possibilidade de chuva e sol, fazem com que a saúde fique comprometida e fragilizada.

O alto índice de doenças respiratórias nesta estação sempre gera confusão quanto ao tipo de doença a se tratar. Quando começa primeiro espirro, a dúvida aparece: é gripe ou resfriado? Veja abaixo as principais diferenças entre as duas.

 Principais diferenças entre gripe e resfriado:

 

Diferenças Gripe Resfriado
Causa É causada pelo vírus Influenza É causado por mais de 20 diferentes tipos de vírus respiratórios, como o Parainfluenza, o Adenovirus e o Rhinovírus.
Duração Dura de 7 a 10 dias Dura de 2 a 4 dias
Vacina disponível Sim Não
Sintomas Há febre alta Febre baixa ou sem febre
Complicações Pneumonia Otite, sinusite, bronquite

 

 

Precisão a serviço de médicos e pacientes

Recente na área médica, a elastografia é capaz de avaliar a rigidez dos órgãos examinados com mais exatidão e...

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Há muitos anos, os médicos têm usado a palpação manual para avaliar a rigidez dos tecidos, fazer triagem dos pacientes e o diagnóstico de inúmeras doenças. Hoje em dia, porém, existe uma técnica complementar ao diagnóstico, capaz de medir a rigidez e a viscosidade dos tecidos moles. Trata-se da elastografia, indicada principalmente, para avaliar a rigidez do fígado.

“Em outras palavras, é uma forma de ‘palpação virtual’, que permite avaliar as propriedades mecânicas do tecido, quantitativamente. É um método recente, cuja aplicação clínica se consolidou nos últimos dez anos. Nosso novo equipamento de ressonância magnética, GE Optma 450, será um dos primeiros no Brasil habilitados a realizar o exame”, explica o Dr. Guilherme Moura de Cunha, médico Radiologista e Coordenador Médico do Serviço de Ressonância Magnética.

A principal vantagem dessa técnica é oferecer um diagnóstico e uma avaliação do problema de maneira simples e não invasivo. “Até um passado recente, pacientes portadores de doenças hepáticas crônicas precisavam ser submetidos à biópsia para o diagnóstico e acompanhamento. Isso representa um risco aos indivíduos, tendo em vista que a biópsia hepática é um procedimento invasivo, porque os pacientes são mais propensos a complicações, como sangramentos e infecções. Essa técnica também é uma vantagem para o médico assistente, que pode avaliar seu paciente de forma periódica, durante um tratamento, sem oferecer nenhum risco ao indivíduo”, conclui o Dr. Cunha.

O exame é bem simples do ponto de vista da realização. Ele é incorporado durante o exame de ressonância magnética do fígado, como uma sequência adicional, que dura poucos minutos. Não há, para o paciente, uma etapa a mais ou um novo procedimento realizado.

 

O exame está disponível em nossa unidade CDPI Leblon. Você pode saber mais ligando para nosso Atendimento ao Cliente através dos números (21) 2111-9150 ou (21) 2212-2525.

Jovens também devem ter cuidado com a hipertensão arterial

Confira em nosso blog algumas medidas para minimizar ou até mesmo evitar este problema.

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Considerado um problema silencioso, a hipertensão arterial não é uma doença exclusiva dos idosos ou pessoas acima dos 40 anos de idade, como muitos pensam. Ela está presente e crescendo, também, entre os adultos jovens. De acordo com a pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel 2012, do Ministério da Saúde, 24,3% da população adulta no Brasil é hipertensa.

 

Cerca de 50% das pessoas não sabem que têm hipertensão arterial e esse é o maior problema. Além disso, cerca de 90% dos casos não apresentam uma causa aparente facilmente identificável, o que contribui para que o diagnóstico e o tratamento da doença sejam postergados. E para piorar cerca de 10% dos casos de hipertensão estão relacionados a problemas renais, endócrinos, abuso de medicamentos, entre outros.

 

A diferença, quando detectada na população mais jovem, é o diagnóstico. Nestes casos é necessário fazer uma avaliação mais detalhada, com o auxílio de exames complementares.

 

A doença não tem cura, mas possui tratamento e pode ser controlada. A indicação do melhor método deve ser avaliada por um médico. O tratamento nem sempre está atrelado ao uso de medicamentos, por isso manter um estilo de vida saudável é imprescindível.

 

Veja quais medidas você pode adotar:

 

 

  • Manter o peso adequado e, se necessário, mudar os hábitos alimentares;
  • Não abusar do sal;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Aproveitar momentos de lazer;
  • Abandonar o fumo;
  • Moderar o consumo de álcool;
  • Evitar alimentos gordurosos;
  • Controlar o diabetes e outras doenças que possam estar relacionadas ao problema.

Cuidados com a saúde devem fazer parte do check-list da viagem

As pessoas têm particularidades diferentes, então, os cuidados devem ser de acordo com as características de...

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Preparar uma viagem não é tarefa fácil, mesmo para aqueles mais viajados. Além de fazer revisões nos veículos ou comprar passagens, reservar o hotel e elaborar roteiros de passeios, os cuidados com a saúde, também, devem entrar no check-list da viagem.

As pessoas têm particularidades diferentes, então, os cuidados devem ser de acordo com as características de cada um. É importante levar em consideração o destino, para que o viajante atente-se às doenças locais, principalmente, as transmitidas pela água, pelos alimentos e pelos mosquitos.

Para isso, uma ótima sugestão é conferir as condições de saúde do local para onde está indo. Os sites da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Secretarias de Saúde regionais são essenciais para ter conhecimento sobre postos de atendimento e as possíveis epidemias existentes no local para onde o viajante irá.

Estar com o calendário de vacinação atualizado antes de viajar é fundamental para não ter problemas. Vacinas contra tétano, gripe, pneumonia, sarampo, caxumba e rubéola são importantíssimas para quem está com a viagem marcada. A vacina contra febre amarela é exigida para entrada em alguns países.  Não esqueça de verificar. Além disso, as vacinas contra cólera, raiva e hepatite A, também, são recomendadas, já que não fazem parte do calendário”.

Aqueles que tomam medicamentos controlados devem levar uma quantidade de remédios suficiente para os dias de viagem e a última receita emitida pelo médico. Já as pessoas que têm doenças crônicas precisam consultar um especialista e checar se a enfermidade está controlada.

Exercícios pélvicos ajudam na recuperação pós-parto

Independente de a mulher ter ou não engravidado, ela está suscetível a ter uma queda da bexiga e do intestino...

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Esquecidos por boa parte das pessoas, os músculos pélvicos exercem importantes funções. Além de ajudarem no controle da urina, eles também são fundamentais na expulsão do bebê durante o trabalho de parto. Por isso, exercícios específicos para esta região têm sido cada vez mais indicados por médicos às mais variadas faixas etárias, principalmente para as gestantes.

Os exercícios têm inúmeros benefícios para as grávidas. Além de fortalecer a pélvis e o períneo para a passagem do bebê, eles também ajudam na recuperação da região após o parto, contribuindo para a regeneração das lesões que acontecem na musculatura da região pélvica. É importante lembrar que não são só os partos normais que podem danificar o tônus dos músculos da pélvis.

Independente de a mulher ter ou não engravidado, ela está suscetível a ter uma queda da bexiga e do intestino com o passar dos anos, o que pode levar a incontinência urinária. Por isso os exercícios devem ser feitos por todas.

O exercício mais conhecido para fortalecimento do assoalho pélvico é o Kegel. Ele trabalha o músculo pubiococcígeo, responsável por sustentar os órgãos genitais, tanto na mulher como no homem. Para esta técnica, recomenda-se que a mulher fique sentada, com a mão sobre as coxas e que realize contrações vaginais.

Para complementar os exercícios de Kegel, algumas mulheres também adotam o EPI-NO. Trata-se de um balão de silicone que pode ser colocado na vagina e insuflado, com o intuito de distender os músculos da região. Ele também é indicado para as gestantes que querem evitar a necessidade da episiotomia durante o trabalho de parto.

Não há um exame que detecte desgasto na região pélvica. Entretanto, o acompanhamento médico pode avaliar se houve afinamento da musculatura ao longo dos anos. Converse com seu médico sobre o assunto.

 

Detecção precoce da Osteoporose é fundamental para evitar fraturas

A Osteoporose é a diminuição da massa óssea e alteração da própria arquitetura do osso. Os pacientes com o...

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Dados divulgados pela Fundação Internacional de Osteoporose revelam que os casos de fratura de quadril, um dos mais graves, devem crescer 15% no Brasil até 2020, chegando a 140 mil daqui a cinco anos. Os números também indicam que um diagnóstico precoce da osteoporose – doença que fragiliza os ossos e um dos maiores fatores para este tipo de fratura – não é realizado. Isso porque 75% dos diagnósticos são feitos somente após o primeiro osso quebrado e o risco de novas fraturas vertebrais em mulheres que já apresentam fraturas prévias é de 27% em cada ano após a primeira fratura.

A Osteoporose é a diminuição da massa óssea e alteração da própria arquitetura do osso. Os pacientes com o problema têm os ossos mais frágeis que se quebram com mais facilidade. Esta doença é mais comum em mulheres acima dos 50 anos. Uma média de 33% das mulheres maiores de 55 anos apresenta a osteopenia, situação de perda de massa óssea prévia à osteoporose. Mas os homens também devem procurar serem diagnosticados a partir dos 50 anos, caso tenham fatores de risco.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) um a cada cinco homens tem osteoporose no decorrer da vida, por isso a importância do diagnóstico em ambos os casos.

Densitometria Óssea

Com a Densitometria Óssea é possível comparar os ossos do paciente com o de uma pessoa jovem e saudável e fornecer um cálculo que indica quão distante o paciente está da massa óssea da média ideal. Com isso, dá para prever qualquer problema futuro e evitar uma fratura séria.

O exame de densitometria realizado para a detecção da osteoporose é feito com um raio x com feixe concentrado, tendo uma exposição até dez vezes menor que aquela gerada por uma radiografia normal de tórax, por exemplo.

Converse com seu médico sobre o assunto. Vale lembrar que o Laboratório CDPI realiza os exames citados acima em todas as unidades. Entre em contato com a nossa central de atendimento ao cliente pelo telefone (21) 2111-9150 e saiba mais.

 

É dengue ou gripe? Saiba diferenciar

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o Rio de Janeiro teve um aumento de 163% nas seis primeiras...

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A chegada do outono deixa as temperaturas mais amenas e os casos de gripe tendem a aumentar. As mudanças de temperatura causam alguns sintomas de resfriado como: dor de cabeça, coriza e dores no corpo, principalmente no sul e sudeste do país. Estes sintomas podem ser facilmente confundidos com os da dengue. “Como as chuvas tendem a continuar frequentes por mais algumas semanas, o ambiente continua propício para a disseminação do mosquito da dengue. Por isso muita gente se confunde com os sintomas nesta época”, afirma o infectologista do Sergio Franco/CDPI, Dr. Alberto Chebabo.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o Rio de Janeiro teve um aumento de 163% nas seis primeiras semanas epidemiológicas do ano. Mesmo com a mudança de estação, é provável que o quadro ainda exija atenção redobrada por um tempo. Segundo Dr. Chebabo, devido a este cenário, muitas pessoas procuram atendimento médico acreditando estar com dengue, quando na verdade estão com gripe.

Os sintomas da gripe e da dengue costumam ser bem parecidos, já que ambas podem causar dor de cabeça, no corpo, no fundo dos olhos, mal estar e febre alta. Segundo Chebabo, “a principal diferença é que quem está com gripe também apresenta coriza, espirros, dor na garganta, tosse e secreções nasais, o que não acontece nos infectados pela dengue”.

O surgimento de manchas vermelhas pelo corpo também é um diferencial, já que é típico de quem está com dengue. “Se houver dúvidas, o paciente deve procurar seu médico para a realização de exames. Atualmente, os resultados ficam prontos rapidamente, facilitando o início do tratamento”.

O diagnóstico precoce também pode evitar complicações. “Os pacientes infectados com dengue não podem consumir uma série de medicamentos sob o risco de piora do quadro. Antitérmicos que tenham ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios devem ser evitados”, afirma Dr. Alberto.

 

Conheça os principais benefícios do chocolate

Páscoa pede chocolate!

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Na tradição cristã, a Páscoa é considerada a mais antiga e importante festa, já que simboliza o renascimento de Jesus Cristo. Entre os povos mais antigos, a figura do coelho significa fertilidade, que está diretamente relacionada à esperança de uma nova vida. Da mesma forma, os ovos de chocolate que são trocados nesta data, também possuem este significado entre judeus e cristãos.

Muitos desconhecem esta simbologia, mas quase todos são fãs do chocolate e aproveitam a comemoração para extrapolar na ingestão do doce.

Embora seja rico em nutrientes, o consumo do chocolate deve ser moderado porque pode provocar ganho de peso e distúrbios gastrointestinais como diarreia, náuseas e vômitos.

A boa notícia é que mesmo sendo calórico, o chocolate saboreado com moderação faz bem para o corpo e para a mente. Ele é rico em nutrientes como cálcio, fósforo, proteínas e outros minerais necessários ao organismo e é fonte de antioxidantes (especialmente o amargo), que combatem os radicais livres e ajudam a diminuir o colesterol. Além disso, estimula a produção de serotonina, hormônio que promove bem-estar e alivia a tensão. Seu consumo diário não deve ultrapassar 30 gramas.

Os diabéticos podem recorrer às versões diets, mas sempre controlando o consumo, pois esse chocolate o tem uma quantidade de gordura maior do que o  tradicional.

Boa Páscoa a todos e não abusem do chocolate!

Má alimentação e fatores ambientais genéticos podem causar puberdade precoce nas meninas

O primeiro ciclo menstrual, também conhecido como menarca, representa o início da vida reprodutiva das...

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O primeiro ciclo menstrual, também conhecido como menarca, representa o início da vida reprodutiva das mulheres. Entretanto, para a surpresa dos pais e de muitas meninas, a primeira menstruação está chegando cada vez mais cedo. Além da genética, muitos fatores externos podem contribuir para esta preconização.

Segundo o Dr. Jurandir Passos, ginecologista e obstetra do Sérgio Franco/CDPI, a faixa etária ideal para a chegada do primeiro ciclo menstrual é entre 10 e 14 anos. “A menarca pode ser considerada precoce quando ocorre antes dos 10 anos. Nestes casos, além da criança ter o seu crescimento prejudicado, ela pode correr mais riscos ao longo da vida de desenvolver tumores nas mamas e nos ovários, afinal, passará mais tempo exposta aos efeitos de hormônios femininos do que meninas que menstruaram mais tarde”, afirma o especialista.

Para evitar problemas no desenvolvimento das filhas, os pais devem se manter atentos. Quando os sinais da puberdade começam a aparecer muito cedo, é preciso procurar acompanhamento médico. “O início desta fase acontece antes da menarca, normalmente entre os 8 e 13 anos. Nesse período, é possível observar algumas mudanças físicas, como crescimento do broto da mama, pelos nas axilas e pubianos. Os pais devem se atentar  quanto a essas transformações”, explica o especialista.

 

Cada vez mais frequente, a menarca precoce tem acometido um número crescente de meninas. Vários podem ser os fatores, entre eles estão alterações hormonais e mudanças nos hábitos alimentares. “Muitos estudos vêm mostrando que a base da alimentação das pessoas contém insumos que podem interferir na antecipação do ciclo menstrual. Os animais de corte, por exemplo, consomem hoje muito mais hormônios durante seu crescimento do que há algumas décadas. O mesmo vale para o uso de agrotóxico nas plantações, que é cada vez mais comum”, afirma Passos.

 

Outro fator que pode influenciar o organismo a antecipar o ciclo menstrual é o sobrepeso. Isso porque a gordura atua facilitando a produção de estrogênio, hormônio que acelera o desenvolvimento do corpo. O contrário também pode ser prejudicial. Meninas com o IMC abaixo de 19 podem ter a menarca atrasada, o que não é bom sinal. Segundo Dr. Jurandir, a menstruação tardia também merece atenção. “Uma jovem com mais de 14 anos que ainda não teve sua menarca precisa investigar os motivos desse atraso. Esse quadro pode ser um sinal de problema no funcionamento dos órgãos reprodutivos”.

 

Quando identificados os primeiros sinais de puberdade precoce, o médico pode solicitar alguns exames médicos para confirmar se a menarca está realmente próxima. Entre eles, estão o raio x de mão e punho, que avalia se o desenvolvimento ósseo da menina está adiantado; Exames hormonais laboratoriais; raio x de cérebro ou ressonância magnética, para avaliar se não há nenhum tumor cerebral estimulando o amadurecimento precoce e ultrassom de pelves.

A partir da avaliação dos resultados, o médico pode decidir se vai optar ou não por um tratamento hormonal para adiar a primeira menstruação. Este atua na suspensão de hormônios que estimulam o ciclo menstrual, e normalmente é administrado via oral até os 11 ou 12 anos, para que a menina tenha a menarca na idade ideal.

“É importante que os pais observem suas filhas e procurem avaliação médica caso notem um desenvolvimento precoce ou tardio. O tratamento nessa idade pode evitar problemas futuros de infertilidade e disfunção hormonal”, conclui Dr. Jurandir.