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Teste do Pezinho: Saiba por que este teste neonatal é tão importante

Conheça a história e aplicação de um dos principais exames neonatais

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Apesar de parecerem indefesos e frágeis, os bebês se adaptam de maneira mais fácil do que se imagina. Já em sua primeira semana de vida, conseguem reconhecer a mãe pela voz e pelo cheiro, se comunicam pelo choro e passam a identificar pessoas individualmente. No entanto, o recém-nascido necessita de uma série de cuidados. Entre eles, um exame é fundamental: o teste do pezinho.

O teste surgiu nos anos 1960 nos Estados Unidos, mas se tornou obrigatório em território nacional apenas em 1992, tendo chegado ao país na década de 1970 pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). O exame, que deve ser feito na primeira semana de vida da criança, é muito simples: bastam algumas gotas de sangue do calcanhar para que a fenilcetonúria – doença genética rara que faz com que alimentos que contenham a substância fenilalanina intoxique o cérebro, causando deficiência intelectual permanente – seja detectada.

Hoje, a evolução do teste permite que outras doenças também sejam diagnosticadas, como hipotireoidismo congênito e a fibrose cística. “Somando todas as técnicas passíveis de uso rotineiro na triagem neonatal, poderíamos testar mais de 60 doenças, sendo que boa parte delas já possui tratamento, que deve ser iniciado o mais rapidamente possível”, explica o Dr. Gustavo Guida, médico geneticista e nosso consultor.

Antes e depois
Década de 60
Com poucas gotas de sangue embebidas em papel filtro, o primeiro método – simples, barato e rápido – detectava a fenilcetonúria. Isso permitiu que qualquer agente de saúde pudesse coletar material dos bebês, enviar para laboratórios e obter resultados confiáveis. Uma característica dos exames dessa época era o uso de métodos individuais para cada doença, aumentando o custo, o tempo de realização e o risco de interferências nos resultados.

Hoje
Com o uso de cromatógrafos de alta performance e espectrômetros de massa, sugerido pela primeira vez ainda no século passado, passando a realizar parte dos testes da triagem neonatal, foi possível ampliar o acesso, acelerar os resultados e aumentar sua confiabilidade, além de permitir que com um único   exame fosse possível investigar múltiplas doenças.