Cuidado à prova de radiação

Seu uso mudou a realidade da medicina, mas a exposição excessiva pode trazer problemas de saúde, principalmente em crianças. No Sérgio Franco − CDPI há tratamentos alternativos a ela

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A radiação está presente o tempo todo em nosso dia a dia. Seja por causa de exames ou na atmosfera. O gás radônio, por exemplo, é responsável por 50% da radiação que uma pessoa tem contato durante a vida. Ele é encontrado no meio ambiente e sua concentração pode ser elevada em ambientes fechados, proveniente do solo. A quantidade desse gás no ar muda dependendo dos pontos geográficos e, em países industrializados, chega a 3,0 mSv ao ano.

Apesar de presente em nossa vida, a radiação pode ser responsável por aumentar as chances do desenvolvimento de câncer, já que ela pode causar morte ou mutação celular. Por esse motivo não devemos nos submeter a exames que utilizam radiação para seu resultado? Não é preciso tanto exagero, mas é importante limitar seu uso.

Os avanços da medicina diagnóstica se deram, em parte, pelo uso de radiação. Se antigamente era necessário manter uma pessoa acidentada em observação no hospital, hoje basta que seja feita uma tomografia computadorizada e, em poucos minutos, o diagnóstico preciso é alcançado.

O enorme benefício trazido por esse tipo de exame, que faz a avaliação da maioria das estruturas do corpo humano com clareza, deve ser levado em consideração, mas a exposição de pacientes a exames que emitem radiação ionizante é um ponto de atenção quando o assunto é diagnóstico. Segundo o Dr. Pedro Daltro, nosso radiologista pediátrico, o cuidado maior deve ser com as crianças, que são mais suscetíveis a essa exposição. “Existem novos exames substitutos que evitam o risco da radiação e essas técnicas devem ser utilizadas, sobretudo em crianças, pois seus tecidos celulares ainda estão em desenvolvimento e podem ser mais afetados”, afirma.

O benefício do exame, quando bem indicado e sem a possibilidade de ser substituído por novos métodos sem radiação, justifica o procedimento. Alguns exames, como de cabeça, pescoço e extremidades podem ser realizados com cuidados especiais para a redução da dose de radiação, como aventais de chumbo para as partes que não serão examinadas.

Tratamento inovador
Nem todos os tratamentos podem ser substituídos, mas já há essa possibilidade. Crianças com doenças renais, por exemplo, precisam de exames periódicos. Uma das opções já indicadas por médicos é a urorressonância funcional.
Esse método de acompanhamento do quadro clínico proporciona informações mais completas e precisas e a CDPI Criança é a única clínica na América Latina que oferece o exame para pacientes a partir de cinco anos, sem necessidade de sedação.

Soluções diagnósticas que reduzem a zero a exposição à radiação não são o foco dos estudos do setor dedicado aos cuidados infantis, fundado por Dr. Daltro. A urorressonância funcional é apenas uma das técnicas que não usa radiação para diagnóstico de doenças associadas ao sistema urinário.

A principal vantagem do exame, além de evitar a radiação, é a junção da análise anatômica e da função renal em um único procedimento. Por possuir uma excelente resolução de imagem e contraste, o exame permite um diagnóstico mais preciso da anatomia do trato urinário, além da possibilidade de análise funcional, que o torna uma alternativa, também, à cintilografia.

Parece, mas não é

Ressonância Magnética: O exame se utiliza de um campo magnético criado pelo equipamento, portanto não precisa da radiação e, ainda assim, consegue imagens de alta definição dos órgãos.

Ultrassom: Os bebês estão protegidos da radiação. O exame é feito a partir de técnicas de geração de imagens por meio de ondas sonoras de alta frequência e seus ecos.

Texto publicado originalmente na Revista Sérgio Franco CDPI. Você pode fazer o download para iPad neste link (http://bit.ly/Z6ustb) ou retirar sua versão impressa em qualquer Unidade de Atendimento (http://bit.ly/115N36x)

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