Estudo afirma que quase 350 milhões de adultos sofrem de diabetes no mundo

Número duplicou em comparação com as estatísticas de 1980

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A estatística divulgada no periódico científico The Lancet não é nada animadora: segundo pesquisa realizada pela Imperial College de Londres em parceria com a Universidade de Harvard, o número de adultos com diabetes em 2008 alcançou os 347 milhões – mais que o dobro do número calculado em 1980.

O estudo, que analisou amostras de sangue de 2.7 milhões de pessoas do mundo todo, mostrou que 70% deste número é explicado pelo envelhecimento da população, mas é possível (e preciso) mudá-lo. Enquanto em 1980 cerca de 8,3% dos homens e 7,5% das mulheres apresentavam a doença, em 2008 subiu para 9,8% e 9,2%, respectivamente.

O pior resultado aconteceu nas Ilhas do Pacífico. Nas Ilhas Marshall, por exemplo, uma em cada três mulheres tem a doença, enquanto nos homens ela atinge um em cada quatro. Os níveis de glicose também estão particularmente altos no sul e no centro da Ásia, no Caribe, no norte da África, no Oriente Médio e na América Latina. No caso do Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, o total de pessoas com a doença cresceu 40% entre 2006 e 2012. A fatia da população que se declara diabética passou de 5,3% para 7,4%.

Com o tempo, as pessoas com diabetes apresentam maiores riscos de doenças cardíacas e de derrame, além de sofrer danos nos rins, nervos e retinas. A doença é responsável por mais de 3 milhões de mortes por ano no mundo todo.

“O nosso estudo mostrou que o diabetes está se tornando algo mais comum em quase todos os lugares do planeta”, afirmou o Professor Majid Ezzati, da Imperial College. “Isto em contraste com a hipertensão e o colesterol, cujos números decaíram em muitas regiões. O diabetes é muito mais difícil de prevenir e tratar do que estas duas condições”.

Dr. Goodarz Danaei, de Harvard, acrescenta: “a não ser que nós desenvolvamos programas melhores para detectar pessoas com níveis elevados de açúcar no sangue e para ajudá-las a melhorar suas dietas, a fazer atividades físicas e a controlar os seus pesos, o diabetes inevitavelmente continuará a impor um grande fardo para os sistemas de saúde de todo o mundo”.

Combater a doença não é impossível: seguir uma dieta rica em fibras e com menor quantidade de gorduras é a recomendação principal da Sociedade Brasileira de Diabetes. Quanto aos exercícios físicos, a prática de 40 minutos de caminhada quatro vezes por semana, por exemplo, é indicada. Exames rotineiros também são essenciais para acompanhar os níveis de glicemia e as pessoas com predisposição genética devem ficar duplamente atentas.

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