Hora de assumir os cachos

Que a moda muda constantemente, todo mundo sabe. A cada nova coleção surgem novas tendências de cores, roupas, sapatos e cabelos. O aparecimento das “escovas progressivas” há alguns anos deu início a uma ditadura do cabelo liso que parece não ter fim. O visual natural dos cachos tem sido rejeitado por milhares de pessoas, principalmente […]

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Que a moda muda constantemente, todo mundo sabe. A cada nova coleção surgem novas tendências de cores, roupas, sapatos e cabelos. O aparecimento das “escovas progressivas” há alguns anos deu início a uma ditadura do cabelo liso que parece não ter fim. O visual natural dos cachos tem sido rejeitado por milhares de pessoas, principalmente por mulheres. Para isso, elas se submetem a tratamentos químicos que mudam a estrutura de seus fios, sem mensurar, no entanto, o tamanho do estrago que essas fórmulas podem trazer para sua saúde.

Especialistas alertam que o primeiro cuidado que os consumidores devem tomar em relação aos alisantes diz respeito aos produtos clandestinos. Muitos salões de beleza não utilizam cremes industrializados e fiscalizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ou seja, o cabelo dos clientes é tratado com uma espécie de mistura caseira, com elevadas concentrações de formol e de outras substâncias tóxicas. Como essas fórmulas não passam por testes para medir possíveis reações alérgicas ou outros problemas a elas relacionados, as pessoas acabam ficando totalmente expostas ao desconhecido.

Portanto, verifique sempre se o produto é registrado na ANVISA/Ministério da Saúde, como determina a lei 6.360/76. Apenas quando atendem a todas as exigências e não implicam danos para a saúde da população, esses cremes ganham a chancela do governo. Se o seu cabeleireiro usa produtos vistoriados, ótimo, mas se a mistura já vem em um pote, sem qualquer identificação, fique atento. Os vapores produzidos quando esses alisantes são submetidos ao calor do secador e da chapinha podem ser altamente agressivos às mucosas, aos olhos e ao aparelho respiratório, podendo, inclusive, desencadear crises asmáticas. Irritação, dermatites, branqueamento e endurecimento da pele, que originam reações de sensibilização, aumento de rigidez e perda de sensibilidade, são algumas das possíveis consequências do contato com fórmulas clandestinas.

Formol, principal substância dessas misturas, é considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando ele é absorvido pelo organismo por inalação e, principalmente, pela exposição prolongada, representa um risco para o aparecimento de câncer na boca, nas narinas, no pulmão, no sangue e na cabeça.

 

Crianças também sofrem

 

Como as crianças também estão sujeitas às influências da moda, tem se observado uma presença cada vez maior delas em salões de beleza atrás do sonhado cabelo liso. Entretanto, o uso de produtos químicos nesses pequenos é totalmente contraindicado.

Segundo a ANVISA, o uso de produtos alisantes não é recomendado para crianças. Portanto, os profissionais que aplicam esse tipo de produto devem ser treinados e informados de que a química utilizada não é indicada para menores de 12 anos. Na infância, os fios de cabelo são menos resistentes e acabam absorvendo mais as substâncias tóxicas.

Que tal ser inovador e assumir seus belos cachos? Será uma economia para o seu bolso e uma grande ajuda para sua saúde!

 

Fontes:

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL971210-5598,00-ESPECIALISTAS+ALERTAM+PARA+RISCOS+DO+ALISAMENTO+DE+CABELO+EM+CRIANCAS.html

http://www.sbd-sp.org.br/orientacoes/detalhe/id/18.

 

Dra. Anna Gabriela Fuks (615039-RJ)

Editora médica

 

Roberto Maggessi (31.250-RJ)

Jornalista responsável

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