Novas regras da Anvisa facilitam a leitura de valores nutricionais

Desde janeiro de 2014 os produtos precisam indicar claramente informações como “light” ou “sem sódio” para o consumidor

A regra da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é clara: empresas fabricantes de produtos alimentícios tiveram até o dia 31 de dezembro de 2013 para fazer reajustes nas embalagens para facilitar a leitura do consumidor.

O novo regulamento se aplica à Informação Nutricional Complementar, ou seja, aos dados que informam valor energético e se o alimento é “light”, “rico em” ou “possui alto teor de”, por exemplo. Antigamente esta classificação era bastante subjetiva, mas agora poucos poderão de fato colocar tais expressões na embalagem. Confira algumas regras:

– “Light”: só poderá ser usado se algum nutriente do alimento (como gordura total, gordura saturada ou valor energético) sofrer redução de pelo menos 25% em sua quantidade em relação ao produto tradicional.

– “Rico em”: para um alimento poder colocar o termo “rico em” algum nutriente, ele precisa ter o dobro da mesma substância encontrada em um produto que use a denominação “fonte de”.

– “Não contém gordura trans”: só poderá ser usado quando o máximo de gorduras for de até 0,1 g para cada 100 g ou 100 ml.

– “Baixo teor de sódio”/ “não contém sódio”: os produtos devem possuir no máximo 80 mg de sódio a cada 100 gramas ou 100 ml. Quando o rótulo apresentar “não contém”, a embalagem deve apresentar a quantia máxima de 5 mg do componente a cada 100 g ou 100 ml do produto.

A Anvisa também criou critérios para informar quando os alimentos são ricos em ácidos graxos como ômega 3, ômega 6 e ômega 9 e também exigiu a presença do valor calórico por porção consumida (e não somente o valor energético total).

Os rótulos devem ter as informações nutricionais de forma visível e legível para o consumidor, com a mesma fonte da alegação nutricional, e deve ter, pelo menos, metade do seu tamanho, em uma cor contrastante. Fique atento!

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