Sapos a serviço da ciência

Saiba como eram feitos os 
exames de gravidez até as décadas de 1940 e 1950. Surpreenda-se!

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Se alguém perguntasse a você qual a ligação entre um sapo e uma mulher grávida, o que você responderia? Não pensamos em príncipe encantado para formular
esta questão, isso podemos garantir. Apenas lembramos como eram feitos os exames de gravidez até as décadas de 1940 e 1950.

O processo, chamado Galli-Mainini,
funcionava assim: a urina da mulher com suspeita
de gravidez era injetada em um sapo macho do
gênero Xenopus. Três horas depois, a urina do sapo era retirada e a presença de espermatozoides indicava gravidez.

Outro método popular, o Friedmann, consistia em
injetar essa mesma urina nos ovários de uma coelha. Caso houvesse, em 48 horas, aumento do tamanho dos ovários e a presença de vermelhidão, o resultado seria positivo.
Os anos se passaram, os exames evoluíram e a gravidez passou a ser desvendada a partir da contagem do hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana, o famoso HCG. Atualmente são usados reagentes muito mais sensíveis a ele, portanto, é possível detectar a gravidez com apenas dois dias de atraso menstrual.
Dr. Jurandir Passos, nosso
especialista em medicina fetal,
explica que essa evolução trouxe
consigo outras novidades.
“Hoje, a grande procura na área
obstétrica é o desenvolvimento
de exames que venham a ajudar
na detecção precoce de doenças
que vão complicar a evolução da
gestação, como o próprio diabetes,
a hipertensão, as malformações
fetais e as alterações do bem
estar fetal que inviabilizam a
continuidade da gestação.”

A coelha subiu no telhado
Comumente são criadas expressões para falar sobre assuntos que não devem ser entendidos por todos.
O famoso gato que sobe no telhado, para falar sobre morte,
não é o único feito com animais.

Para falar de gravidez, enquanto eram usados métodos biológicos de detecção, a frase “a coelha morreu” se tornou sinônimo para dizer que alguém estava grávida.
É um pouco sombrio, mas faz todo o sentido. No método Friedman, para observar se os ovários da coelha estavam aumentados, era necessário retirá-los do animal, que não
resistia ao procedimento.

Ainda bem que a tecnologia evoluiu!

(Texto publicado originalmente na Revista Sérgio Franco CDPI. Você pode fazer o download para iPad neste link (http://bit.ly/Z6ustb) ou retirar sua versão impressa em qualquer Unidade de Atendimento (http://bit.ly/115N36x).)

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