Você conhece eritropoetina?

A eritropoetina é uma glicoproteína produzida pelos rins. Ela atua na estimulação e no controle de produção das células vermelhas do sangue, conhecidas como hemácias. Atualmente, graças aos avanços científicos, pode ser produzida em laboratório por meio da recombinação genética. Nesse processo, o gene responsável pela síntese da eritropoetina humana é inserido em células de […]

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A eritropoetina é uma glicoproteína produzida pelos rins. Ela atua na estimulação e no controle de produção das células vermelhas do sangue, conhecidas como hemácias. Atualmente, graças aos avanços científicos, pode ser produzida em laboratório por meio da recombinação genética. Nesse processo, o gene responsável pela síntese da eritropoetina humana é inserido em células de outros mamíferos, e a sequência de aminoácidos produzida é idêntica à original.

A produção em laboratório é importante, visto que essa substância pode ser utilizada no tratamento de uma série de doenças, como anemias severas, hepatite, câncer, insuficiência renal, entre outras. A eritropoetina pode ser aplicada de forma subcutânea ou intravenosa, de acordo com as necessidades do paciente.

Recentemente, cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, relacionaram a eritropoetina com a prática de exercícios. Segundo o estudo, com níveis elevados da substância no organismo, os ratos avaliados na pesquisa correram mais rápido, o que indica que ela pode estimular uma vida menos sedentária. Para portadores de Alzheimer, essa descoberta também é interessante, já que a relação entre melhora nos sintomas da doença e atividade física já foi levantada em diversas publicações.

Publicado no FASEB Journal, o estudo comparou três grupos de ratos: (A) os que receberam a eritropoetina humana; (B) os geneticamente modificados para produzir a substância; (C) os que não receberam nenhum tipo de tratamento (grupo-controle). Os cientistas verificaram que os animais que apresentaram níveis maiores de eritropoetina no sangue foram capazes de correr mais rápido e por mais tempo, quando comparados ao grupo que não sofreu intervenções.

Os autores também acreditam que a eritropoetina tenha efeito benéfico sobre o humor, podendo ser uma aliada na melhoria da qualidade de vida de pessoas que sofrem com depressão e com doenças associadas. A descoberta pode ainda ajudar no combate a obesidade, epidemia que já afeta um bilhão e meio de pessoas no mundo, e doenças decorrentes do excesso de peso, como a diabetes tipo 2.

 

Efeito protetor e anti-inflamatório

 

Outras pesquisas que avaliaram as funções da eritropoetina revelaram que ela tem efeito protetor e anti-inflamatório sobre o sistema nervoso, quando usada em altas doses. O interesse nessas propriedades é óbvio, considerando-se a quantidade de casos de acidente vascular cerebral (AVC), doenças infecciosas do sistema nervoso central e asfixia perinatal (falta de oxigenação adequada que provoca lesões cerebrais em recém-nascidos). Segundo essas pesquisas, quando administrada diretamente no sistema nervoso central, a eritropoetina pode parar ou mesmo reverter os efeitos negativos da inflamação que se instalam nas primeiras horas após uma asfixia neonatal. Em animais, os resultados conseguidos são excelentes. O próximo passo é conduzir os estudos em humanos.

 

 

Fontes:

http://www.fiocruz.br/bio_eng/media/monografia_epo.pdfhttp://gnt.globo.com/saudeexercicios/Exercicios-fisicos–hormonio-pode-ser-a-chave-para-motivacao.shtml?id=193529&tit=Horm%C3%B4nio+ajuda+a+manter+o+pique+e+ainda+previne+doen%C3%A7as&cat=saude&

http://www.eritropoetina.com.br/

 

Dra. Anna Gabriela Fuks (615039-RJ)

Editora médica

 

Roberto Maggessi (31.250-RJ)

Jornalista responsável

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